Audiência Pública discute impasse nas áreas da empresa Zattar em Pinhão.

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   Trabalhadores e autoridades discutiram o tema que envolve cerca de 3 mil famílias de Pinhão. O grupo empresarial Zattar tem os documentos das terras ocupadas pelos agricultores, que aguardam a desapropriação e criação de assentamentos.

  O município do Pinhão vive um dilema. São cerca de três mil famílias, sete mil pessoas, que moram e produzem alimentos no município, mas que correm o risco de serem despejadas se o Governo Federal não fizer a reforma agrária. Isso ocorre porque essas famílias vivem em áreas que, a princípio, no papel, são do grupo empresarial Zattar, que por anos retirando madeira nativa na cidade e beneficiando em suas serrarias e indústria.

  Das 3 mil famílias, algumas são faxinalenses, alguns posseiros, outros acampados ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Muitas famílias vivem nessas propriedades há mais de 30 anos, produzindo e preservando as matas no local. O problema é que recentemente vários pedidos de reintegração de posse tem sido acatados na Justiça e podem, a qualquer momento, ter seu cumprimento executado, desalojando famílias.

   Para buscar soluções para essa situação extremamente urgente para o município, na tarde de ontem (24), foi realizada uma audiência pública. Esteve presente uma representante do Incra, autarquia do Governo Federal responsável por fazer os assentamentos. Além de outras lideranças locais e estaduais.

   Em Pinhão, além dos poderes executivo e legislativo, várias igrejas se solidarizaram com a causa, a qual dependendo do resultado, poderá impactar diretamente de maneira positiva ou negativa, na área social e na econômica do município.

 Fonte: Central Cultura de Comunicação. 

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