Pinhão – Secretaria de Saúde alerta que tuberculose tem cura, mas é preciso fazer tratamento

Tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro, pode ser tuberculose. Para reduzir a possibilidade de piora no quadro de saúde, é importante iniciar o tratamento o quanto antes, mas, para isso, é necessário ir a um serviço de saúde o mais rápido possível para que seja feito o diagnóstico. Essa é a orientação da Secretaria Municipal de Saúde para a população às vésperas do Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, comemorado no dia 24 de março.

“O exame que detecta a doença é a baciloscopia de escarro. O exame, via de regra, é feito nas unidades básicas de saúde dos municípios e o resultado sai em até 48 horas. O tratamento também é feito na unidade básica de saúde, que entrega os medicamentos e faz todo o acompanhamento do paciente”, explica o secretário de Saúde, Ivonei Oliveira Lima.

A tuberculose e uma doença transmitida através de vias aéreas que ataca principalmente os pulmões, mas que também pode ocorrer em outras partes do corpo. É importante estar alerta aos sintomas, é o que ajuda a descobrir a doença precocemente.

TRATAMENTO

O tratamento é feito com antibióticos e dura seis meses, o que é considerado um período longo. É preciso que o paciente tenha consciência da importância do autocuidado, porque se houver abandono do tratamento a doença pode evoluir para a forma mais resistente ou levar à morte, salienta a coordenadora, enfatizando que o óbito também pode ser causado pelo diagnóstico tardio.

A enfermeira coordenadora da atenção primária, Muriel Bueira, ressalta que é importante não negligenciar a tosse que persiste por mais de três semanas, que é o principal sintoma da doença. “Estamos nos aproximando do tempo frio, período em que as pessoas tendem a ficar mais aglomeradas e existe maior possibilidade de ocorrerem infecções respiratórias. As pessoas podem confundir a tosse que pode ser da tuberculose com uma alergia ou um resfriado mal curado, por isso é necessário buscar orientação num serviço de saúde se a tosse persistir por mais de três semanas”, orienta Muriel.

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